Cemitério de Elefante

by Cassius A.

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Gravado em dezembro de 2016 entre os bairros do Bom Retiro e República no Centro de São Paulo, caindo na casa de amigos, pegando equipamento emprestado. Masterizado em Janeiro na Glória, no Rio de Janeiro. Obrigado ao Rafa por ceder o teclado.

credits

released January 17, 2017

Arte da capa por Carmen Alves

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a onda errada São Paulo, Brazil

dois coqueiros no horizonte, o mar os aproxima. norte e sul é ponto de vista.

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Track Name: Cemitério de Elefante
deixa o bando todo para trás
esse instinto tem hora, tem lugar
sem temer mesmo o distante,
cemitério de elefante ou
morte

sigo errante
não transpiro mais
lembro à sorte
que somos nós, mortais
batendo a nossa retirada
logo uma página virada
não mais

você não ouviu
mais a voz que ficou pra trás
por horas confesso

segue o bando até onde dá
segue a sorte até ela te deixar
se já erguemos os monumentos
para os nossos sentimentos
até onde isso vai?

você não ouviu
mais a voz que ficou pra trás
por horas converso

deixa o bando todo para trás
esse instinto não é hora nem lugar
Track Name: Terra de Borda
quarto de ninguém é terra de borda
é horda de cobra pensando em
quase nada além do fundo da fossa
surgem as cordas que prendem em alguém

não adianta nem eu te contar
para o que servem as cordas
porque corda não tem braço pra amarrar

e a casa é de quem?
de quem que labora e ergue a memória que os anos tem
malfadado a ser
um burro de carga ou trem de passagem sem ninguém

e não adianta nem eu te lembrar
quem é que manda na casa
porque casa não tem perna para andar

de nada serve apontar
quem é quem nessa história
porque porcos tem memória pra lembrar
Track Name: Nossa vida à margem
blecaute total
cinza e preto resiste a cidade
do alto de um arranha-céu
a lua reflete nossa vida à margem

as coisas não precisam ter um nome
nem de um pacto selado a cumprir
quem me dera fosse eu a morrer de fome
ou de sensatez